Saúde bucal

Você já ouviu falar de doença periodontal em cães?

Por Dra. Helena Baggio Soares – Odontologia Veterinária

A Doença Periodontal é a doença de maior prevalência entre os cães adultos. Cerca de 85% dos cães com mais de 3 anos de idade apresentam algum grau de doença periodontal.  Nos gatos, essa porcentagem é um pouco menor, mas também bastante significativa.

Os sinais clássicos da DP são mau hálito, gengivite e a deposição do cálculo dentário (“tártaro”).  As bactérias presentes no cálculo dentário levam a uma inflamação que resulta em destruição do tecido de sustentação dos dentes. Isso quer dizer que, em graus mais avançados da doença, o tutor pode observar queda dentária ou o dente pode precisar ser extraído durante o procedimento. Infelizmente, isso é apenas uma das consequências da DP. Podemos ver também fraturas de mandíbula, comunicações oronasais, problemas respiratórios e até oftálmicos secundários à DP.

Se o seu pet apresenta cálculo dentário, mau hálito ou a gengiva inflamada, é preciso uma avaliação com o odontologista veterinário. Só ele vai poder te dizer o tratamento correto para o seu animalzinho.

No CIEV http://ciev.vet.br temos uma equipe de Odontologia Veterinária para cuidar da saúde oral do seu cão ou gato!

Alimentação Natural

Tratamento de doenças pela nutrição

A recuperação de cães e gatos doentes pode ser promovida se a NUTRIÇÃO através da alimentação natural e da nutrologia puderem ser incorporadas no tratamento. Uma dieta com ingredientes frescos e preparados de forma balanceada promovem a digestão e melhoram a saúde intestinal, levando a melhora da imunidade e a recuperação da saúde geral. O tratamento de gastroenterite, hepatite, pancreatite, obesidade, alergias, câncer, artrite e doença renal, entre outros, possuem cardápios específicos com ingredientes “funcionais” e trazem resultados benéficos aos cães e gatos. Tanto na fase de crescimento de filhotes como aos animais idosos a alimentação pode promover o bem estar, a longevidade e a recuperação de doenças. É muito importante considerar na Alimentação Natural o preparo e a correta suplementação. Existem empresas em Curitiba que preparam o cardápio indicado, como se fosse a formulação de um medicamento e ser manipulado, com os mesmos cuidados de uma farmácia ao receber a receita médica ou veterinária.

Alimentação Natural

Envelhecendo com saúde

Conforme envelhecem, os cães contraem os mesmos tipos de problemas e enfermidades que os humanos sofrem. Sinais comuns da velhice incluem se cansar rapidamente, ficar desorientado e retraído ou irritável, além de mudanças na eliminação de fezes e urina, no sono e no tempo que passaria acordado.

Ocorre um aumento de produção de hormônios ligados ao stress, os chamados glucocroticoides, por isso aliviar o stress com acupuntura, massagem e exercícios leves trazem grande benefício aos cães idosos.

O estímulo mental, em qualquer idade, melhora o funcionamento do cérebro e cria mais conexões dentro dele, continuar desafiando a mente dos cães mais velhos é outra maneira de atrasar os efeitos negativos do envelhecimento – é possível ensinar truques novos a um cão velho!

Dr Bruce Fogle, do livro Natural Dog Care, sugere a seguinte lista para manter a saúde do cão idoso:

  1. Faça muitas caminhadas curtas em vez de uma comprida;
  2. Leve seu cão à rua depois de toda refeição, um pouco antes de dormir e assim que acordar;
  3. Sirva refeições menores e mais frequentes;
  4. Ofereça ao seu cão uma cama macia se ele tiver calosidades;
  5. Acompanhe o peso do animal, ele ficará mais saudável se mantiver a forma;
  6. Mude a dieta de acordo com as necessidades de saúde de seu cão.

Cães e gatos saudáveis Alimentação Natural

Nutrição na Dermatologia dos cães

A pele é o maior órgão do corpo e sua principal função é  proteger o corpo de invasores biológicos, químicos e físicos.

Alguns fatores estimulam e interferem no ciclo entre o crescimento e a queda do pelo: genética, temperatura, horas de luz, hormônios, estado de saúde, nutrição e problemas em absorção de nutrientes.

Nutrientes importantes para a saúde da pele e do pelo:

Os nutrientes dos alimentos que participam da saúde da pele e pelo são:

  • Proteínas: o pelo é 90% de proteína, sendo 30% destas adquiridas através dos alimentos.
  • Ácidos graxos (ou gorduras): Saturados (fonte de energia)  e Insaturados (fonte de estrutura, promovem a flexibilidade e permeabilidade da pele): Ômega 3 (óleo de peixe – EPA e DHA que também possuem função anti-inflamatória) e Ômega 6 (óleo de borragem). Ômega 6 quando associado ao zinco e ao ácido gamalinolênico promovem o brilho na pelagem.
  • Vitaminas: Para a pele e a pelagem, as vitaminas de maior relevância são: A, E e as do complexo B, em particular a riboflavina (B2), a biotina (B7) e a niacina (B3).
  • Minerais: O zinco é o principal mineral de importância dermatológica, essencial para a integridade da pele e do pelo. Distúrbios genéticos podem diminuir a absorção dele.

Tratamento: 

A otimização de alguns nutrientes pela alimentação ou suplementação tem a capacidade de melhorar a produção de ceramidas pelo organismo e, assim, a proteção da pele, revigorando a barreira cutânea, melhorando a qualidade da pele e pelagem, com menor perda hídrica através da pele. 

Em uma pesquisa realizada, estudaram 27 nutrientes que melhoram a barreira cutânea, destes foram selecionados os que possuem maior significado na recomposição da ceramida: Complexo B e os aminoácidos histidina e prolina. A suplementação durante 9 semanas destes ingredientes proporcionou a redução de contaminação bacteriana, fúngica e a melhora a capacidade de regeneração da pele.

A terapia tópica com ação hidratante promovem o bem estar através de shampoo e hidratantes com ácido lático, glicerina, germe de trigo, queratina, Vitamina A, E, C, ômega 3 e  6.

Referência: Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos – Jericó, Márcia Marques.

Alimentos Funcionais para a pele:

Carotenóides – cenoura, abóbora, mamão, couve, rúcula, tomate.

Betacarotenos, leucopeno: são pigmentos naturais responsáveis pela coloração alaranjada das frutas e vegetais. São precursores da vitamina A.

  • Fortalecem o sistema imunológico
  • Diminuem o risco de doenças degenerativas crônicas (cardiovascular e degeneração macular e catarata)
  • Ação antioxidante
  • Promoção da saúde e bem-estar

Uso: neoplasias, queda de pelos e dermatites.

Medicina Funcional pacientes com alterações de pele devem receber:

  • Reduzir conservantes
  • Reduzir pesticidas (antipulgas e vermífugos)
  • Retirar glúten
  • Enriquecimento da dieta com antioxidantes
  • Vit D3, Vit A, Zinco, Magnésio, Enxofre, Selênio, Ômega 3, Ômega 6.
  • Suporte intestinal com probióticos e prébióticos.
Saúde do Pet

Por que os cães comem grama?

Comer grama é uma ocorrência comum em cães!

Comer grama ou comer coisas que não são caracterizadas como alimento, é bastante comum entre os cães.

Os cães comem grama como um laxante, quando sofrem de desconforto gastrointestinal, inchaço, náusea ou gases, ou sofrem de problemas intestinais.

Eles também podem fazê-lo para cumprir uma exigência nutricional – ou simplesmente porque eles gostam disso.
Você não precisa impedir que seus cães comam grama, a menos que a grama tenha pesticidas, herbicidas e produtos químicos; No entanto, se seu cachorro estiver fazendo isso com frequência, isso é um sinal de que o sistema digestivo pode estar em desequilíbrio.

Em filhotes e cães mais jovens, comer grama pode ser um sinal de tédio ou comportamento lúdico. No entanto, existem algumas razões relacionadas à saúde porque alguns animais de estimação são propensos a isso — mas eles fazem isso principalmente para limpar seu sistema digestivo.

Cães comem grama quando sofrem de desconforto gastrointestinal. A maioria de vocês está bem ciente de que os cães, ocasionalmente, comem grandes quantidades de grama na tentativa de provocar o vômito. Quando exibem esse comportamento, ele tende a ser quase frenético.

Eles choram e choram para serem soltos, então eles correm para fora e começam a comer qualquer grama que possam encontrar; eles não são seletivos.

Depois que eles consomem uma grande quantidade de grama, eles muitas vezes lambem os lábios porque estão enjoados, e então, é claro, eles vomitam. É completamente normal que o seu cão vomite ocasionalmente (como as pessoas fazem quando estão doentes), ou seja, uma ou duas vezes por ano.

Na maioria das vezes não é nada para se preocupar e, por mais surpreendente que isso possa parecer, seu cão sabe o que é melhor em termos de anular intencionalmente o sistema de algo que pode ser tóxico ou deixá-lo doente.

Pode ser uma maneira de aliviar a náusea, gases ou inchaço. Mais uma vez, essas condições estão relacionadas ao desconforto gastrointestinal.

Eles podem estar sofrendo de vermes intestinais. Um estudo conduzido em chimpanzés selvagens sugeriu que eles consumiam material vegetal para aumentar a motilidade intestinal e ajudá-los a eliminar parasitas intestinais – o mesmo pode ser dito para caninos.

Os cães podem comer capim para cumprir uma exigência nutricional. Um estudo conta a história de um poodle em miniatura que comeu grama e depois vomitou todos os dias, durante sete anos. Depois de colocar o cão em uma dieta rica em fibras, o cão parou de comer grama inteiramente.

É uma característica herdada de seus ancestrais. Algumas pessoas acreditam que, como os cães selvagens ingeriam presas que tinham matéria vegetal em seus intestinos, os caninos atuais também o procuram.

Eles se divertem! Alguns cães consideram um comportamento divertido e gratificante, e podem comer grama simplesmente para passar o tempo (mais sobre isso mais tarde).

O que fazer se o seu cão come grama muitas vezes

Foto: Flickr

Como eu disse anteriormente, muitos cães comem grama para vomitar, mas se o seu cachorro estiver fazendo isso com frequência, isso é um sinal de que seu sistema digestivo pode estar em desequilíbrio.

Neste caso, você absolutamente precisa reavaliar sua dieta, o desconforto gastrointestinal frequente é um sinal de que algo está errado com a comida que você está se alimentando.

Pode ser uma comida de ótima qualidade, uma que seu cachorro come há anos sem problemas. Mas se o seu cão começar a vomitar grama e comida várias vezes por semana ou mesmo semanalmente, posso dizer que isso não é normal.

Eu recomendaria mudar as marcas de alimentos, alternar os sabores e mudar as fontes de proteína. Acima de tudo, se você é capaz de ir de uma dieta totalmente morta (ração ou enlatada) para uma dieta inteiramente viva (crua), isso seria maravilhoso!

Você pode querer procurar a ajuda de um veterinário holístico que pode ajudá-lo a mudar seu cão para uma nova dieta. Mais importante ainda, se o seu cão comeu a mesma dieta durante a maior parte de sua vida, você precisará fazer a transição gradualmente.

Os outros itens que você deve considerar é adicionar à comida do seu cão probióticos e enzimas digestivas. Os probióticos ajudam a restabelecer e fortalecer as bactérias benéficas no intestino de seu cão, enquanto as enzimas digestivas fornecem o que os intestinos de suas espécies de presas teriam.

Essas enzimas fornecem uma rica fonte de amilase, lipase e protease, que podem ajudar seus animais de estimação a processarem alimentos com muito mais sucesso.

Então, esse é um cenário – o consumo obsessivo de uma grande quantidade de grama para produzir episódio laxante ou vômito.

Cães podem se alimentar de grama simplesmente porque querem

Contraste o primeiro cenário – seu cão correndo e comendo toda e qualquer grama à vista – com este segundo cenário: você deixa seu cão sair pela porta dos fundos. Parece que ele está se divertindo muito quando, de repente, você o vê em uma missão. Ele está cheirando e procurando especificamente por gramíneas altas e largas – as altas ervas que tipicamente crescem ao longo de uma cerca ou de rachaduras na calçada.

Seu cão é muito seletivo escolhendo certas gramíneas. Ele os identifica e usa os dentes da frente para mordiscar e comê-los. Ele não está frenético, ele está fazendo quase com intenção e você o vê escolher algumas gramas e seguir seu caminho.

Esse é um cenário totalmente diferente e esse é o cenário número dois, o que significa que seu cachorro está comendo grama porque ele quer.

Comer grama é um comportamento normal do cão

Cães sabem o que precisam consumir. E, de fato, os biólogos nos disseram que todos os canídeos – cães e cães selvagens (lobos, coiotes, dingos, etc.) – consomem grama e é um comportamento completamente normal.

Portanto, é importante reconhecer que você não precisa impedir que seus cães comam grama, a menos que tenha tratado grama ou que sua grama tenha pesticidas, herbicidas e produtos químicos.

É obviamente importante que você não permita que seus cães consumam toxinas quando estão consumindo essas ervas, mas se a grama estiver livre de contaminantes, você pode deixar seu cão comer fora.

A grama tem nutrientes que seu cão pode precisar

As gramíneas que seu cachorro está procurando provavelmente contêm algum valor nutricional que seu cão está procurando. Sabemos que a grama contém uma fonte abundante de fibra ou volumoso, por exemplo, e sabemos que, como a grama é um alimento verde vivo, ela contém fitonutrientes e é rica em potássio e também em clorofila. As gramas também são uma boa fonte de enzimas digestivas.

Assim, seu cão pode estar procurando por gramíneas seletivas para compensar um desses componentes nutricionais que atualmente não estão recebendo em sua dieta.

Alguns cães também podem comer capim porque não estão alimentados, não têm acesso a comida adequada ou estão simplesmente entediados. Mas, na grande maioria dos casos, mesmo que seu cão esteja bem alimentado e bem cuidado, ele ainda selecionará certas ervas apenas por seus benefícios de saúde nutricional.

TRADUÇÃO DO ARTIGO DA DRA KAREN BECKER

Saúde do Pet

Quais os principais exames que os pets que recebem…

Assim como os humanos, os animais de estimação também precisam realizar check-ups anuais para analisar a saúde. Muitos tutores acreditam que se o pet está se alimentando bem e se está ativo, não existe a necessidade de fazer esse tipo de verificação. Mas os exames, feitos pelo menos uma vez por ano, são importantes. Por meio deles que o Médico Veterinário pode identificar a falta de alguma vitamina, por exemplo, e planejar a reposição com suplementação.

Segundo a Dra. Karen Becker:

“Quase todos os problemas metabólicos e de órgãos que infestam os animais de estimação começam com alterações bioquímicas que podem ser detectadas em exames de sangue semanas e até anos antes de um animal adoecer o suficiente para exibir sintomas. Se você esperar até que seu animal de estimação esteja mostrando sinais de doença, pode ser tarde demais para reverter a doença ou curá-la”.

Um alerta que a Dra. Karen Backer faz é para que os tutores não esperem, por exemplo, até que o cão esteja tossindo para pedir um teste de dirofilariose, ou aguardem até que seu gato esteja bebendo toneladas de água e urinando constantemente antes de pedir um teste de função renal.

Os pets que recebem alimentação natural também devem passar por esse protocolo, para que cada vez mais a dieta caseira seja ajustada e traga ainda mais benefícios para a saúde do animalzinho. A Dra. Sylvia Angélico, do Cachorro Verde, recomenda que os exames sejam feitos antes mesmo dos pets receberem a Alimentação Natural para diagnosticar alguma enfermidade.

Por isso, confira uma lista com os principais exames que os pets que recebem alimentação natural devem realizar anualmente:

Exames que pets que recebem alimentação natural devem fazer

Para cães jovens e adultos, com até 6 anos de idade, um check-up veterinário físico e os seguintes exames uma vez por ano costumam ser o bastante:

  • Exame coproparasitológico: submeta à análise 2 a 3 amostras de fezes colhidas em dias alternados. Por exemplo: um coco coletado na segunda-feira, outro na quarta-feira e outro no sábado. Isso aumenta as chances de detectar na amostra alguma verminose.
  • Hemograma: este exame de sangue é importante para verificar se o pet apresenta anemia, sinais de infecção, alterações nas plaquetas e outras anomalias.
  • Função renal (uréia e creatinina): exame de sangue que avalia o funcionamento dos rins.
  • Colesterol total e frações: exame de sangue para saber se há predisposição familiar a aumento de gordura circulante no sangue.
  • Urinálise (ou Urina tipo I): a urina é colhida no laboratório e mostra se há sinais de infecção ou formação de cristais (que podem evoluir para cálculos), como está o pH, a densidade do xixi e outros parâmetros da saúde urinária.
  • Dosagem das enzimas fosfatase alcalina e ALT: exame para verificar saúde do fígado e das vias biliares.
  • Dosagem sérica de cálcio ionizado (ou iônico): exame para saber se a dieta caseira está fornecendo cálcio na dosagem adequada.

Para cães de meia idade e idosos, a partir dos 6 anos, sugiro os exames informados acima e os exames a seguir, anualmente ou de acordo com o que o veterinário indicar:

  • Glicemia em jejum – para avaliar as taxas de açúcar no sangue.
  • Aferição de pressão arterial – assim como acontece com o ser humano, muitos pets são hipertensos assintomáticos. E a pressão alta pode prejudicar seriamente os rins.
  • Ecodopplercardiograma – para avaliar a saúde cardiovascular.
  • Dosagem de hormônios da tireoide – tenho atendido muitos pets com disfunções nessa importante glândula.
  • Dosagem de triglicerídeos, sódio, potássio e fósforo – alterações nesses elementos podem significar problemas diversos.
  • Ultrassonografia abdominal – exame não invasivo e incrivelmente detalhado, que revela o aspecto dos órgãos da cavidade abdominal e detecta alterações como inflamação na bexiga, cálculos urinários, presença de objetos retidos no estômago e aumento dos gânglios linfáticos.

Sendo assim, para cães saudáveis, após 1 ano recebendo a dieta caseira, é recomendável submetê-lo aos exames e monitorar a saúde. Para cães que possuem alterações na saúde, deve-se submetê-los aos exames a cada 6 meses.

Lembre-se: dietas caseiras devem ser formuladas por um Médico Veterinário. Cozinhar para seu melhor amigo é um ato de amor e de grande responsabilidade.

Elisabeth Stapenhorst – CRMV-PR 2412

caldo de ossos Saúde do Pet

Caldo de ossos: benefícios para a saúde do seu…

Quando uma pessoa está doente, é muito comum oferecermos a ela uma sopinha para ajudá-la na recuperação. E com nossos pets não seria diferente! Preparar um caldo de ossos ou com carne traz diversos benefícios para a saúde dos pets.

Se seu animal está vomitando, com diarreia, em tratamento pós-operatório, é um filhote fraquinho ou um idoso sem apetite e até se necessita de reforço de nutrientes, oferecer o caldo pode funcionar como uma injeção de energia!

Importante: se o pet apresenta esses sintomas, leve seu melhor amigo a um médico veterinário para certificar-se que ele não esteja com uma situação emergencial, como a ingestão de objetos que possam gerar obstrução gastrintestinal.

Benefícios do caldo de ossos para cães e gatos

caldo de ossos

Os benefícios são grandes como desintoxicação do organismo, aumento da imunidade e nutrição e reparo da mucosa gastrintestinal inflamada. Outro ponto extremamente benéfico do caldo de ossos é que ele apresenta efeitos anti-inflamatórios comprovados cientificamente, como você pode ver aqui neste artigo do Dr. Alexandre Feldman.

Segundo ele, o caldo “é rico em uma série de minerais importantes, facilmente absorvíveis pelo nosso organismo – principalmente o cálcio, mas também o fósforo, o magnésio e vários outros”.

O caldo de ossos ou carnes é muito palatável para os pets. Sabe quando seu animalzinho está sem apetite e não tem vontade de se alimentar com nada? Ao colocar um pouco de caldo no pratinho de comida, essa postura do pet vai mudar, já que o aroma e sabor do caldo realmente chamam a atenção dos cães e gatos.

Como preparar o caldo de ossos

De acordo com a Dra. Sylvia Angelico, do Cachorro Verde, você pode preparar o caldo com ossos de frango, de bovinos, de peixes, de porco, de cordeiro, de coelho ou de cabrito. Escolha um desses para fazer a sua receita. Você pode, por exemplo, usar um frango caipira inteiro, contendo tanto os ossos quanto a carne, na preparação do caldo.

Pegue uma panela grande e encha-a com água filtrada ou mineral com pH acima de 6.5. Coloque os ossos nessa panela junto com uma colher de vinagre de maçã até ferver. Quando levantar fervura, deixe-os cozinhar lentamente, em baixa temperatura, justamente para permitir que os nutrientes dos ossos formem o caldo.

O vinagre de maçã é interessante para ajuda a transferir os minerais dos ossos para a água do caldo.

Note que assim que a água ferver, uma camada de espuma na superfície pode surgir. Remova essa espuma com auxílio de uma escumadeira. De acordo com a culinarista Pat Feldman, essa espuma concentra eventuais toxinas presentes na carne e ossos e pode comprometer o cheiro e sabor do caldo.

Em aproximadamente 6 horas de cozimento em fogo baixo, a carne começa a se desprender dos ossos — e você já pode retirá-la da panela e armazenar para preparar outras refeições para seu pet.

O tempo total de cozimento para preparar o caldo de ossos é de 12 horas em temperaturas amenas. Depois desse período, você já pode esperar esfriar, peneirar para desprezar qualquer tipo de fragmento presente e servir ao animal.

A quantidade varia conforme o porte do cão ou gato e deve ser oferecida de acordo com as orientações de um médico veterinário que avaliou o caso do paciente.

Em situações gerais, de acordo com a Dra. Sylvia Angélico, oferece-se:

  • 50ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte miniatura e gatos.
  • 100ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte pequeno e gatos.
  • 150ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte médio.
  • 250ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte grande.
  • 300ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte gigante.

Atenção: por mais nutritivo que seja, o caldo não substitui uma dieta balanceada e pode ser servido em caráter de exclusividade por no máximo 3 dias.

MV. Elisabeth Stapenhorst – CRMV-PR 2412

pasta de dente para cães Saúde do Pet

Aprenda a preparar uma pasta de dente caseira para…

A saúde começa pela boca e manter a limpeza dos dentes em dia é extremamente importante. Leve seu pet para uma avaliação odontológica uma vez ao ano.

Tanto a alimentação natural como a ração seca podem deixar resíduos nos dentes dos cães, com acúmulo podendo gerar placas bacterianas que se não forem removidas através da profilaxia e acompanhamento, poderão levar a sérios problemas. A infecção pode evoluir e instalar em vários órgãos, como coração, rins e articulações.

“A placa bacteriana fermenta, se calcifica e forma o tártaro”, detalha a especialista Maria Izabel Ribas Valduga, sócia-fundadora e diretora da Associação Brasileira de Odontologia Veterinária (Abov) e proprietária do Odontocão.

A especialista ainda diz que “os problemas odontológicos mais comuns em animais incluem, além da doença periodontal e da gengivite, os dentes de leite persistentes, dentes fraturados, tumores, cáries e lesão de reabsorção dental”.

Uma prática saudável é fazer com que o pet deixe você escovar os dentes dele pelo gosto bom da pasta de dente! Afinal de contas, esse pode ser um momento agradável para o animalzinho.

Existe uma receita caseira excelente feita com óleo de coco que vai literalmente fisgar seu cachorrinho pela boca, já que é palatável e bem saborosa.

Pasta dental caseira para cães e gatos

Esta receita de pasta de dente caseira é de autoria da Dra Karen Becker e Rodney Habib da Planet Paws. 

Para fazer a pasta de dente caseira, você vai precisar de:

Ingredientes

  • 1/2 colher de chá de bicarbonato
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 10 gotas de própolis verde
  • ½ colher de chá de açafrão-da-terra

Como preparar a pasta de dente caseira funcional para cães e gatos

Adicione todos os ingredientes em uma tigela e misture-os muito bem. Basta fazer isso que sua pasta dental caseira está pronta! Você deve manter o creme na geladeira e a validade é de 20 dias.

Inicie a escovação com um creme dental caseiro, que é mais palatável, e depois passe para pastas ou géis profissionais, caso o tártaro persistir.

Como escovar os dentes de animais de estimação

O ideal é que você pratique diariamente a escovação dentária do seu pet. Se não for possível, faça em dias alternados. O mais importante é que você escove de maneira circular a face externa dos dentes da arcada superior

Se necessário, programe a limpeza com M.V. Odontólogo! Evite o tártaro e previna doenças causadas pela migração destas bactérias da boca.

Elisabeth Stapenhorst – CRMV-PR 2412

Alimentação Natural

Alimentação Natural como prevenção e tratamento de doenças de…

A Alimentação Natural terapêutica pode ser fornecida quando o Cão apresenta condições agudas ou crônicas de patologias. A AN colabora melhorando a imunidade e a recuperação da saúdegeral.

Doenças renais, cálculo renal, gastroenterites, obesidade, hepatite, dermatites alérgicas, Cada vez mais pesquisas, cursos e depoimentos de profissionais estão acessíveis versando a respeito de dietas baseadas na Alimentação Natural formuladas para as diferentes idades e fases da vida como prenhes, lactação e para idosos, como também dietas formuladas para animais com propensões ou problemas gastro-intestinais, doença renais, formação de cálculos, hepatite, pancreatite, sobre peso e obesidade, alergias, diabetes, entre outros.

Alimentação Natural

Saúde dos Cães e Gatos através da Alimentação Natural

n14_9

Os nutrientes da Alimentação Natural é que fornecem a energia, o combustível para as corridas, as brincadeiras e todas as necessidades biológicas, como a de se defender das doenças, mantendo a imunidade em pleno funcionamente para a produção de anticorpos.  A Alimentação a partir de ingredientes naturais é a forma mais próxima ao que o ancestral do cão, o lobo, conseguia em suas caças.

A técnica preconizada hoje na elaboração de Alimento Natural para cães é completo e balanceado. Orienta a escolha dos ingredientes para evitar intoxicações por agrotóxicos, o preparo e a conservação para que sejam realizados de forma correta.